Montagens Dipolcar e ataques GOPE: Operações Tauro e Huracán, Machi Linconao e outros

Traduzido do site mapuexpress.org

Os Grupos de Operações Policiais Especiais (GOPE)  assassinam e violentam as comunidades e a Direcção de Informações dos Carabineiros (Dipolcar) produz montagens para criminalizar e causar impactos midiáticos.

As Montagens da Diplocar


A 24 de Janeiro de 2017 iniciou-se a
Operação Tauro  que visava desmantelar a “escola de guerrilhas no Wallmapu”.O procedimento enquadrava-se na muito procurada acção dos autores da “violência rural” e tanto a Intendência da LA Araucanía da altura, como o Director Nacional de Informações dos Carabineiros, General Inspector Gonzalo Blus e o Chefe da IX Zona Araucania, General Christian Franzani, classificaram-no como uma política prioritária para a região.

Deus-e ampla publicidade e pelo meio armas de jogo (de paint-ball) foram mostradas como provas e até uma espingarda que jamais se demonstrou ter sido usada em qualquer delito, como se pretendía sinalizar, Apesar disso, e por isso decretou-se a prisão preventiva do werken Hugo Melinao e de Michel Escobar.

No sábado, 23 de Setembro, enquanto a tensão se mantía por causa da Greve de Fome dos Presos Políticos Mapuche (PPM) do Caso Iglesias: Alfredo Tralcal Coche, Benito Trangol Galindo, Ariel Trangol Galindo e Pablo Trangol Galindo, que cumpriam 109 dias de fome, deu-se início à chamada  Operação Huracán, com ampla publicidade mediática, relatando-se em todos os órgãos de circulação nacional de supostos WhatsApp entre pessoas do movimento mapuche mas que elas, na vida real, não têm coordenações e comunicações, uma delas ne telemóvel tinha e outra nao usava WhatApp. Apesar disso, afirmava-se nos média, que sim que tinha,segundo as informações da Dipolar.

Pulando para hoje, pela intervenção de uma Fiscal (Promotor Público) se soube que foi uma montagem e além disso, que os Carabineiros negavam-se a passar informação dos computadores no marco de uma diligência Judicial. Daí que a Fiscalização encerrou a Operação Huracán e iniciou uma investigação aos Carabineiros.  

Por sua parte, a Machi (Curandeira/Xaman) Francisca Linconao foi aberta e grotescamente objeto de montagens com o propósito de envolvê-la em ilícitos o torna evidente a perseguição de que é alvo.

 

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machi Francisca Linconau

maciNo marco de mesmo julgamento durante 2017, um video dado a conhecer pela werken Ingrid Conejeres dava conta da acção de um agente à paisana que estaria ligados a Dipolar. Ainda que o vídeo não esteja completo, pode-se apreciar perfeitamente o que advogado da defesa da machi Francisca e chefe da equipe de defesa,

Renato Gonzales, explicou nas suas declarações de defesa durante o julgamento.  Ao minuto 6.18 entra um polícia à civil de t-shirt verde e mochila na ruca (casa) e logo de seguida outro polícia à civil de t-shirt azul encerra a porta da ruca deixando o primeiro polícia fora da vista das três mulheres que se encontrava nesse momento em casa: a machi Francisca, sua irmã Joana Linconao e sua filha Carmen Linconao. O que o vídeo editado não mostra são os segundos posteriores onde o polícia não permite que entre na ruca nem a mcahi Francisca  nem outra pessoa na ruca, pois, obviamente, o que entrou com a mochila foi o que plantou as provas que estranhamente só aparecem nesse lugar, e logo as mostram aos policiais fardados que estavam na rua. As provas que mostram são uma arma, feitiços, um passa-montanhas, panfletos e munições  que não forma sujeitas a perícias, obviamente, que no fueron periciados, porque obviamente  não tinham nenhum vestígio nem vestígios da machi ou de outro dos acusados e o show mediático pretendia tornar invisível a que foi, talvez a mais prolongada grevista de fome mapuche da democracia, a mais reprimida, perseguida e enxovalhada pelo Estado do Chile, nas mãos, por esta ocasião do segundo governo socialista de  Michelle Bachelet.

 

 

Das montagens da  Dipolcar aos assassinatos e brutalidade dos GOPE

dipolcarEnquanto que, por todo o país , tornou-se evidente o procedimento da Dipolar em Temuco, por seu lado os Gope baleavam aldeões mapuche em Tirua.

Hoje um aldão mapuche de 30 anos, Mauricio Huenchuñir Leviqueo,  foi ferido esta tarde nas cercanias da comunidade María Colipi, sector Curaquidico, a norte de Tirúa.

De acordo com os primeiros relatos – relatados pela Radio Bío Bío-, isso aconteceu quando o homem  conduzia uma camioneta atrás de uma caravana de veículos policiais, o momento em que recebeu um impacto de bala na zona das costas com saída do projéctil, situação que provocou o capotamento do veículo que conduzia.  

Em 2016 circulavam pelas redes sociais as fotos de um aldeão que davam conta de ter sido baleado pelas costas num ataque do GOPE à sede comunitária da aldeia.  que denunciou “A 3 de Março de 2016, aproximadamente entre as 16:30  as 17:00 horas, dois veículos blindados de Carabineros entraram na nossa comunidade e chegaram à nossa sede comunitária onde estavam reunidos alguns membros da comunidade” acrescentando “Sem qualquer provocação da parte da comunidade, os carabineiros sairam dos blindados e começaram a disparar contras as pessoas, havendo mulheres e crianças no local, porque a camionete escolar estava ali com as crianças lá dentro. Na sequência destes acontecimentos levaram detidos dois membros da comunidade, a Jocelyn Fernanda Yevilao Maril, de 24 anos, mãe de duas meninas de 9 e 3 anos; e Hernán Paredes Puen, de 38 años, pai de dos meninos de 11 e 8 anos.que aliás foi baleados com zegalotes pelos carabineiros. ”

Os funcionários dos Carabineiros do relato da Comunidade em comunicado, são membros do GOPE. Estes factos não são novos. Cabe recordar que Matías Catrileo e Jaime Mendoza Collio foram cobardemente assassinados pelas costas por dois  GOPE, Patricio Jara e Walter Ramírez respectivamente, ambos casos no quadro das mobilizações por reivindicações de terras.  

Em cada um destes acontecimentos, incluindo o assassinato de Alex Lemún por um oficial de Carabineros (Marco Treurer) em Novembro de 2002 e agora com o baleamento do aldeão Paredes Puan que ficou com feridas graves, os dirigentes dessa organização e certos meios de comunicação ligados aos interesses empresariais e do latifúndio colonial, afirmaram que tais acções ocorreram no quadro de enfrentamentos armados, comprovando-se logo de seguida, em cada um deles, ser uma falsidade.

Brando
Brandon Hernadez 

Por sua parte, no domingo 18 de Dezembro de 2016, o jovem mapuche Brandon Hernández Huentecol, de 17 años do sector Curaco, comuna de Collipulli, ficou gravemente ferido ao receber nas costas o impacto de espingarda anti-motins de calibre 22 disparada pelo Segundo Sargento Rivera, miembro del GOPE, no marco da militarização das forças repressivas em diversas zonas rurais do sul, neste caso da Estrada R-49, que une Collipulli com Curaco na Regiõ da La Araucanía.

 

A 10 de Maio  de 2016  realizou-se uma invasão de forças especiais da carabineiros e do GOPE, à Comunidade Mapuche Caupolican” no sector do lago Lleu Lleu,  comuna de Cañete, Região do Bio-Bio, com factos graves de afectação e violação de direitos do Lov Antilao Meñaco.  Esta invasão, com alta violência e uso excessivo da força  e de armas de fogo teve como consequência que Ruth Meñaco, ficou com feridas de zegalote nas pernas e barriga, que aconteceu quando os carabineiros passeavam provocativamente por um caminho de serviço da comunidade Caupolican, como denunciaram as comunidades, quando Ruth interpelou de maneira direta o pessoal dos carabineiros por causa do uso excessivo da força frente aos seus filhos de 4 e 11 anos e de sua filha de 12. Nesse contexto e momento um agente policial ripostou disparando à queima roupa e ferindo-a gravemente á porta de casa..

Estes só são alguns exemplos de numerosos outros casos, de actos que só se podem classificar de asco e cobardia..

Alfredo Seguel

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